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Política Paraíba

Romero tem aval do seu grupo para seguir como candidato ao governo

Na opinião do ex-senador Cássio Cunha Lima, manifestada em postagem datada do final de julho, Romero Rodrigues simboliza “um olhar para o futuro”.

13/10/2021 16h57 Atualizada há 1 semana
Por: João Luis Gomes Fausto Fonte: Os Guedes - Nonato Guedes
Créditos: A Tribuna do Sertão
Créditos: A Tribuna do Sertão

O grupo político que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) integra, mantém seu aval ao projeto dele como pré-candidato ao governo do Estado, pela oposição, nas eleições do próximo ano. Figuras de destaque como o prefeito Bruno Cunha Lima e o ex-senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, não só sustentam o apoio à pretensão de Romero como confiam no potencial que ele venha a conquistar durante a campanha, dando combate, sobretudo, ao governador João Azevêdo (Cidadania), que postulará a reeleição a bordo de uma frente ampla de partidos da sua base. Submetido a uma cirurgia nos últimos dias, Rodrigues está ausente do cenário midiático, como admitiu o prefeito Bruno Cunha Lima, mas não deixa de articular nos bastidores para consolidar adesões.

 

Na verdade, Romero move-se com cautela desde que concluiu o segundo mandato à frente da prefeitura campinense porque está focado em sondar a perspectiva de união de segmentos das oposições, representadas numa chapa competitiva que abale o favoritismo teoricamente atribuído ao governador João Azevêdo no páreo. Com o bloco oposicionista vinculado ao ex-governador Ricardo Coutinho e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não há chances de aproximação, mas há espaço para composição com apoiadores bolsonaristas que, na verdade, não conseguem emplacar nomes expressivos para cabeça de chapa. Para além da disputa nacional, que tem outro viés, interessa a Romero massificar sua imagem no Estado, sobretudo junto ao eleitorado de João Pessoa e ao eleitorado de cidades do interior com quem ele ainda não dialogou mais diretamente.

 

Na opinião do ex-senador Cássio Cunha Lima, manifestada em postagem datada do final de julho, Romero Rodrigues simboliza “um olhar para o futuro”. Cássio salientou, textualmente: “Gestor competente e dedicado, Romero fez por Campina Grande o que poderá fazer por toda a Paraíba. Com seu jeito simples e sua postura humilde realizou um trabalho excepcional como prefeito. Gestor de mão cheia, ativo, diligente, eficaz, resolutivo, presente, trabalhador, nunca perdeu a humanidade nem se deixou tomar pela vaidade ou arrogância”. E exortou: “Chegou o momento da Paraíba conhecer esse trabalho. Ele merece nossa incondicional solidariedade e total apoio. Insisto: a Paraíba precisa conhecê-lo melhor. O trabalho feito em Campina Grande fala por si e falta alto”. Filho de Cássio, o deputado federal Pedro Cunha Lima, presidente estadual do PSDB, retirou a sua postulação de pré-candidato ao governo para contribuir com a unidade do grupo em torno de Romero.

 

De sua parte, o prefeito Bruno Cunha Lima refutou as versões que têm surgido, de forma recorrente, sobre provável aproximação entre Romero e o governador João Azevêdo. Diz que trata essa possibilidade como “mera especulação” de setores da imprensa e salientou que Romero Rodrigues tem ideias próprias e inovadoras para um projeto de desenvolvimento da Paraíba, as quais serão publicizadas no momento oportuno, quando for deflagrada a mobilização propriamente dita para a jornada eleitoral de outubro do próximo ano. Será, então, que Romero falará sobre seu planejamento para uma Paraíba melhor, apontando alternativas para carências enfrentadas pela população e para suprir lacunas ou omissões de governos recentes que têm administrado os destinos do Estado.  Muitas das ideias foram maturadas, de forma natural, no período em que Rodrigues empalmou o comando da gestão campinense e teve que agir para viabilizar demandas que o próprio governo estadual não atendeu, apesar do caráter de urgência.

 

Nota-se que, da parte dos aliados de Romero Rodrigues, há posição de respeito tanto à sua liberdade para propor alternativas ao desenvolvimento do Estado, na concepção de governo que ele vislumbra, como à liberdade de movimentos políticos, na delicada costura de alianças ou de apoios que sejam imperiosos e estratégicos para fortalecimento de uma candidatura de oposição ao governo. De 2014 para cá, quando o próprio Cássio tentou voltar ao governo estadual e não logrou êxito, há a expectativa de uma retomada, até como pressuposto de um novo projeto que faça a Paraíba decididamente avançar nas suas aspirações e reivindicações que ficaram congeladas ou que não saíram do papel, por alguma razão associada à falta de vontade política ou de empenho político-administrativo.

 

Romero Rodrigues tem consciência da sua responsabilidade em elaborar um perfil que seja adaptado às exigências crescentes da conjuntura paraibana, com parcerias públicas e privadas imprescindíveis para alavancar realizações e investimentos, compensando a defasagem experimentada até como reflexo colateral dos efeitos da pandemia de coronavírus sobre a economia local. Para esses desafios, Romero considera-se preparado e motivado, urgindo, do ponto de vista tático, que ele transmita essa mensagem de sensibilização num nível em que consiga atrair apoios importantes de segmentos sociais para o projeto de candidatura. Os expoentes do seu círculo garantem que ele vai surpreender na corrida eleitoral, o que redobra as expectativas na opinião pública quanto à sua performance e ao conteúdo que pretende apresentar aos paraibanos nos debates vindouros.

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