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Política Brasil

MDB cogita lançar Simone Tebet como pré-candidata à Presidência

A ideia da cúpula é não misturar a participação dela na comissão com a possibilidade de Simone entrar na corrida presidencial.

19/07/2021 12h08
Por: João Luis Gomes Fausto Fonte: Os Guedes
Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Em meio à busca por uma alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Jair Bolsonaro, a cúpula do MDB está decidida a lançar ainda neste ano a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como pré-candidata à Presidência da República. De acordo com a Folhapress, o movimento é feito em paralelo ao de outros partidos que se classificam como de centro e que resolveram colocar já, a pouco mais de um ano das eleições de 2022, o nome de seus pré-candidatos na rua como forma de testar qual deles poderia representar uma “terceira via” viável. Nos bastidores, o MDB articula lançar o nome de Tebet perto do fim da CPI da Covid, onde a senadora tem tido uma atuação cada vez mais forte.

 

A ideia da cúpula é não misturar a participação dela na comissão com a possibilidade de Simone entrar na corrida presidencial. Embora não referendada oficialmente pela executiva partidária, a decisão de lançar Tebet tem consenso entre variados grupos do MDB. Oficialmente, o presidente nacional do partido, Baleia Rossi (SP),  diz que a parlamentar é um dos nomes favoritos para representar o projeto político que a sigla deseja empalmar, embora evite cravar o anúncio do nome dela. Segundo Baleia, o MDB apresentará no final de agosto um documento elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães junto a outros especialistas com propostas para 2022 e que se intitulará “Ponto de Equilíbrio”.

 

– O nome que vamos apresentar vai defender esse projeto de país, e um dos nomes favoritos para defendê-lo é o da Simone Tebet – afirma Baleia Rossi. À Folha, Tebet também declarou que a decisão sobre lançar candidatura própria será tomada em meados de agosto. Apesar da cautela, o martelo sobre o nome da senadora já foi batido. O MDB integra um bloco de nove partidos que formaram um grupo no WhatsApp para debater a conjuntura eleitoral e buscar uma opção que fuja à polarização Lula-Bolsonaro. São parte do conjunto de legendas: MDB, DEM, Solidariedade, PV, Podemos, PSL, Cidadania, PSDB e Novo. Dirigentes de algumas dessas siglas propõem que no ano que vem todos se unam em torno do nome que se mostrar mais competitivo antes da disputa no primeiro turno.

 

O objetivo é propagar desde logo as possibilidades que poderiam se contrapor a Lula e a Bolsonaro, já que pesquisas sugerem que a população tem rejeitado o termo centro e que será um desafio romper a polarização entre o petista e o presidente. Pesquisa Datafolha deste mês mostra, por exemplo, que o único dos nomes aventados por partidos que aparecem com intenções de voto na pesquisa espontânea é o de Ciro Gomes (PDT-CE). A partir de agora, conforme Baleia, as reuniões entre os presidentes dessas siglas devem se tornar mais frequentes. Em paralelo ao nome de Tebet, o PSL, partido que abrigou Bolsonaro no pleito de 2018, filiou José Luiz Datena e o lançou como pré-candidato. A aposta da legenda é na capilaridade do apresentador. Levantamentos feitos por institutos de pesquisas a pedido do PSL mostram que Datena aparece bem posicionado tanto no primeiro turno como num eventual segundo turno contra Bolsonaro. Em outra frente, fora do grupo de siglas que articulam juntas par 2022, o PSD tenta atrair o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) com a expectativa de lançá-lo ao Planalto. Embora o mineiro afirme não ter nada resolvido, no PSD, o casamento é tratado como certo. Um dos entusiastas é Gilberto Kassab, presidente do PSD.

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